Cultura Maker: como impacta o ensino superior?

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Faz parte da natureza humana o ato de criar. No entanto, se antes precisávamos fazer descobertas sozinhos de forma empírica, hoje temos acesso a uma infinidade de conhecimentos como nunca visto antes.

A Cultura Maker é a consolidação do que fazemos desde o começo da humanidade. Com a globalização, a forma como os alunos enxergam as instituições de ensino mudou. Por isso, neste conteúdo, queremos te mostrar que é essencial adaptar sua Instituição de Ensino Superior a esta cultura.

De que formas? Vejamos.

O que é Cultura Maker?

Você já deve ter visto a frase “Do It Yourself”, traduzida para português como “faça você mesmo”. E é muito difícil não esbarrar com tutoriais “DIY” pela internet.

Acorre que a Cultura Maker (derivada do verbo “make”, o inglês para “criar”) é derivada da filosofia do “faça você mesmo”. Então, esta cultura valoriza o autodidatismo, em especial no período em que vivemos: onde todas as informações já produzidas ao longo da História estão disponíveis na palma da nossa mão.

Leia mais: deep learning na educação: oportunidade única para o ensino superior.

Como a Cultura Maker está presente no seu dia a dia?

Por mais que a Cultura Maker só tenha recebido este nome nos últimos anos, ela sempre esteve presente. Por exemplo, há mais de 400 anos a produção manual de panelas de barro está presente no estado do Espírito Santo. São pessoas que, com as próprias mãos, extraiam o barro, elaboravam a panela e, além de utilizá-la, comercializavam.

É natural que a globalização tenha amplificado a cultura de criar. Afinal, agora vemos uma democratização do acesso ao conhecimento. Se antes você precisava fazer descobertas sozinho e em outras épocas o acesso ao conhecimento era restrito a círculos intelectuais, hoje você tem acesso a (quase) tudo de forma gratuita.

Como consequência, hoje a produção de bens para comercialização é bem mais ágil. Assim, as grandes indústrias não detêm mais toda a produção, tendo sua hegemonia posta em cheque pelos pequenos criadores.

Ainda assim, fica a pergunta…

Como a Cultura Maker influencia a educação do Ensino Superior?

Pense bem! Um aluno hoje possui acesso, via internet, aos mesmos livros que ensinaram seu professor. Aliás, se o aluno é antenado nas novidades tecnológicas, é bem provável que ele tenha mais desenvoltura para pesquisar fontes e referências, pois tem acesso a:

  • Tutoriais no YouTube.
  • Infinitos blogs.
  • Fóruns de discussão.
  • Artigos acadêmicos disponíveis de forma gratuita.

Então qual é o papel do professor, se o aluno já possui acesso a todo o aprendizado que ele pode transmitir?

Simples: o professor não é mais visto como um mero transmissor de conhecimentos, mas sim como um orientador. Os alunos possuem acesso a tanta informação que precisam de alguém para guiá-los pelo caminho dos conhecimentos mais relevantes para sua vida.

Não é uma mera transmissão, mas uma filtragem especializada.

Portanto, as instituições de ensino adquirem novos papéis e fortalecem papéis antigos que ainda não possuíam tanto destaque. É o exemplo das oficinas e laboratórios.

A Cultura Maker faz com que os alunos não vejam uma faculdade como um depósito de conhecimento, mas sim um local onde possam experimentar, arriscar projetos e conhecer pessoas relevantes para parcerias.

Esses espaços têm sido chamados “Laboratórios Maker”.

O que são Laboratórios Maker?

cultura maker

Os Laboratórios Maker, ou Espaços Maker, são locais específicos dentro de escolas e universidades compartilhados por alunos para colocar teorias em prática. A própria palavra “Laboratório” vem do latim medieval para “local de trabalho”, ou seja, é um espaço para colocar a mão na massa.

Então o que pode ser criado em sua universidade?

  • Revistas e jornais. Essas criações são bem comuns em faculdades de comunicação social, onde os alunos precisam colocar seus conhecimentos em prática para se prepararem para o mercado de trabalho.
  • Protótipos. Em faculdades de engenharia elétrica, por exemplo, são criados protótipos que visam o aprendizado prático.
  • Produtos ecológicos. Não adianta aprender apenas teorias. Quem cursa Química, por exemplo, se beneficiará de ver todas aquelas fórmulas em prática, na realidade material.
  • Marcenaria. Os povos antigos já sabiam de matemática sem nunca ter visto números, por causa da primitiva cultura de criação. A marcenaria é um bom lugar para entender na prática conceitos matemáticos e físicos.

Quais espaços para criação sua IES possui? De que forma você pode implementar sua instituição para destacar-se em meio à Cultura Maker?

Leia mais: teoria das múltiplas inteligências: como aplicá-la ao ensino superior.

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