Inadimplência no Ensino Superior: 7 medidas práticas para reduzi-la.

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A inadimplência dos alunos do Ensino Superior em 2019 chegou a 9,3%, segundo pesquisa realizada pelo Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp). O índice considera apenas mensalidades com mais de 90 dias de atraso. 

Considerando esses números (que, embora oscilem, não chegam a cair muito), passou a ser parte do planejamento de uma instituição de ensino saber lidar com os inadimplentes de maneira a diminuir esse índice.

É sobre isso que tratamos neste artigo. 

Muitos gestores podem acabar criando uma bola de neve em sua administração caso não cuidem deste problema com agilidade, criatividade e “jogo de cintura”. Por isso, daremos 7 dicas que podem ser implementadas sem grandes problemas e visam evitar que a inadimplência afete a operação da instituição.

Os problemas causados pela inadimplência dos alunos.

Antes de chegarmos às dicas precisamos dar um pouco de ênfase aos problemas que a inadimplência dos alunos pode causar à sua universidade. Dizemos isso porque, embora o índice da sua instituição em específico possa ser menor que os 9% de média nacional, ainda assim ele gera alguma consequência na administração da universidade.

O primeiro problema (e o mais lógico) gira em torno da questão financeira. Entretanto, vai muito além de um valor que não entrou na conta da universidade. Estamos falando de um déficit que pode gerar problemas como um lucro mais baixo até a falta de dinheiro para arcar com as contas mensais.

Veja algumas das consequências da falta de pagamento de mensalidades, caso a instituição não tenha um bom planejamento:

  • Falta de investimentos;
  • Carência de matérias para aula;
  • Falta de materiais operacionais (limpeza e manutenção);
  • Dificuldade no pagamento de professores e colaboradores;
  • Defasagem das instalações da universidade.

Esses problemas, causados pela inadimplência, geram mais problemas, tais como a evasão de alunos.

Isso porque não estamos falando no desgaste para a universidade em ter que cobrar seus alunos e na quantidade de funcionários que precisam ser contratados ou remanejados para fazer tais cobranças.

Mas, deixando os porquês para trás, vamos às dicas que podem mudar este quadro. Veja:

1 – Diversifique seus canais de atendimento

A primeira medida a se tomar para evitar a inadimplência é evitar que o aluno deixe de receber seus boletos.

Essa medida pode até ser vista com uma certa resistência, afinal, não são poucos os gestores que acreditam que os alunos precisam ter responsabilidade e se lembrar de pagar a mensalidade a tempo. Nós até concordamos com isso; entretanto, vale mais passar por cima desta máxima e facilitar o recebimento do que correr atrás dos devedores depois.

Um ponto de atenção nesta ação está em tomar o cuidado de não ser inconveniente, afinal, aqui o aluno ainda não é inadimplente. Por isso, procure saber quais os meios mais eficientes de envio.

Na Plataforma Ensinc, por exemplo, os boletos podem ser gerados de forma rápida e prática através do portal do aluno.

2 – Ofereça facilidades de pagamento

Obrigar o aluno a pagar sua mensalidade de uma única forma é um dos grandes motivos que acabam gerando a inadimplência. Afinal, talvez ele não consiga pagar no boleto este mês, mas pagaria se houvesse a opção do cartão de crédito. Talvez ele tenha o dinheiro, mas não consiga se deslocar até a instituição.

Os gestores precisam ter ciência de que os alunos, em geral, possuem uma série de atividades no decorrer do dia, por isso, facilitar pode ser a alma do negócio.

Além disso, existem alunos que já são inadimplentes, mas querem pagar sua dívida ainda que estejam enfrentando problemas financeiros. Sendo assim, ampliar o leque de opções de recebimento e de condições de pagamento pode ajudar.

Além de viabilizar o pagamento tanto em bancos como na própria universidade, através de cartões e dinheiro, dê também condições diferenciadas. Por exemplo, descontos especiais para o pagamento à vista de todo o semestre.

Leia mais: virada de período acadêmico: 7 funcionalidades para otimizar processos.

3 – Reconheça os bons pagadores

Outra estratégia que gera alguma controvérsia, mas que se mostra bastante eficiente, é a premiação para os bons pagadores.

É claro que essa premiação deve ser muito bem pensada para que não exista a possibilidade de a universidade ser tão prejudicada quanto se não recebesse as mensalidades em dia.

Entretanto, algumas estratégias podem ajudar:

  • Sorteio da isenção de uma mensalidade;
  • Descontos maiores;
  • Oferecer algum curso ou atividade gratuita com desconto;
  • Desconto ou isenção na taxa da rematrícula.

4 – Mostre a possibilidade dos seguros educacionais

Os seguros educacionais, embora ainda um pouco desconhecidos, podem ser de grande ajuda na diminuição da inadimplência.

O seguro educacional assume o pagamento das mensalidades caso aconteça algo que esteja nas situações previstas na contratação do seguro, como o desemprego, por exemplo.

5 – Tenha boa comunicação com os alunos

Ter uma comunicação clara, bilateral e facilitada com os alunos pode diminuir o índice de inadimplência e ainda ajudar na cobrança daqueles que estejam com suas mensalidades atrasadas.

Parte do que falamos aqui se inclui nesta categoria, como o fato de enviar faturas em mais de um canal. 

Entretanto, a comunicação pode ir muito além.

É parte desta dica, por exemplo, colocar a data de vencimento da mensalidade conforme a preferência e as condições do aluno. É parte deste processo também a clareza das informações quanto às possíveis consequências para o atraso das mensalidades desde o ato da matrícula.

Por vezes, as instituições optam por adiar o vencimento de determinado boleto caso o aluno comunique qualquer problema com antecedência também.

6 – Cobre sem constranger

É fundamental que as universidades compreendam que os alunos inadimplentes são amparados pela lei. A lei garante que ele continue tendo acesso às aulas do semestre ou ano inteiro (de acordo com o curso) mesmo que não realize o pagamento.

A única ação permitida à instituição é impedir a rematrícula caso o valor em débito não seja negociado. Sendo assim, é importante que os meios de cobrança respeitem a privacidade do aluno e não o constranjam em hipótese alguma.

Em último caso, inclua o aluno nos cadastros do SPC ou Serasa, mas não o faça passar por qualquer restrição ou constrangimento durante o período em que a lei garante seus direitos.

7 – Controle financeiro de perto

Existe uma série de fatores que causam a inadimplência, mas que não são de competência da universidade. No entanto, a falta de controle é!

Vemos um grande número de universidades que, pela falta de controle, não sabem quantos alunos estão inadimplentes. Também não sabem quais as razões para isso, não têm controle do que foi acordado com o aluno. E o pior: não sabem o tamanho do buraco que este problema pode estar causando à instituição.

Por isso, essa talvez seja a dica mais importante de todas: controle sua instituição de ponta a ponta.

Leia mais: o que você deve considerar na hora de fazer a gestão de processos educacionais.

Considerações finais

Como foi possível ver, não demos dicas impraticáveis na busca pela diminuição da inadimplência dos alunos. Mas para quase todas elas ter o controle é fundamental.

Por isso, para concluir este artigo, convidamos os gestores de universidade a considerar a contratação de um Sistema de Gestão Educacional, um software desenvolvido pensando no ambiente acadêmico e que, por isso, abrange uma série de fatores envolvidos nos processos de uma instituição de ensino superior.

Isso inclui, como medida principal, o controle do qual nos referimos. Caso queira saber mais sobre o software e como ele auxilia os processos institucionais, fale com um dos nossos consultores clicando abaixo:

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