Entrevista: Emílio Rodrigues – Faculdade Invest.

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Quem olha para o extenso currículo de Emílio Rodrigues pode não imaginar que ele possui apenas 36 anos. O gestor educacional mineiro iniciou sua jornada acadêmica com uma licenciatura em Educação Física, passando pela Pedagogia, especialização em Recursos Humanos e por fim um Doutorado.

O primeiro estágio foi em uma Instituição de Ensino Superior. “Tive todos os contatos possíveis com os processos educacionais”, relata sobre o cotidiano na secretaria da Faculdade. No entanto, quando se formou em Educação Física, não foi atuar na área; ele optou pela Gestão de Ensino Superior, ingressando em um grande grupo educacional de Minas Gerais.

A Faculdade Invest, criada em 1988, surgiu na vida de Emílio como cliente, em 2016. Não demorou ele para notar, no entanto, que este cliente se tornaria seu projeto de vida. Hoje, Emílio está à frente da gestão educacional da faculdade e foi um dos profissionais que confiou à Ensinc a gestão de dados e a automação de processos da Instituição.

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Um dos diferenciais da Invest, de acordo com Emílio, é o orgulho de suas origens: a instituição é fiel às raízes em Cuiabá, no Mato Grosso. E, na Ensinc, o gestor encontrou o mesmo valor: orgulho de ser cuiabano, fazendo o possível para levar a educação superior da Cidade Verde a níveis nunca alcançados.

Mas a verdade é que existem mais desafios na educação, que fazem com que seja necessária a tecnologia. São esses desafios que inspiram nos gestores o senso de responsabilidade que guia muitas das mudanças no cenário educacional.

“Existem dores em nossa sociedade e precisamos trazer a solução para elas”

Emílio Rodrigues deixa claro que é necessário saber quais são os obstáculos da educação brasileira. “O que impede, por exemplo, uma pessoa de uma região vulnerável de fazer uma faculdade? A gente tem que criar uma estratégia para isso”, afirma. Neste caso, uma das práticas que ele indica para lidar com o problema é a flexibilidade no pagamento, adotando diversos planos de financiamento educacional.

Emílio sabe disso por conta própria, vindo de uma cidade do interior. “Quem é de uma cidade muito pequena, que não tem muitas alternativas na vida, sabe que você tem que acertar muito em suas escolhas”, diz ele.

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Contudo, a preocupação da Invest se mostra também na forma como lidaram com a pandemia. “Tem professores que estão ali conosco há mais de 25 anos, temos funcionários na secretaria com mais de 20 anos de casa”, relata. 

O que houve nos últimos anos, durante as demissões em massa por cortes orçamentários? “Nós não fizemos nenhum tipo de demissão, permanecemos firmes, capacitamos todo mundo, demos curso de pós-graduação.”

O que impede, por exemplo, uma pessoa de uma região vulnerável de fazer uma faculdade? A gente tem que criar uma estratégia para isso.

Emílio Rodrigues

Não é porque a Faculdade Invest conseguiu, que esta seja a realidade de todas as instituições, sabemos. Mas é importante haver um esforço nessa direção. Os projetos sociais, como o do Pedra 90, que envolve o voluntariado de alunos de todos os cursos, geram um valor para a sociedade, para quem trabalha na faculdade e para a instituição em si.

A barreira para adoção de sistemas tecnológicos.

Existem muitos problemas que podem ser solucionados com a tecnologia, mas não são. Por quê? Grande parte disso se deve ao comodismo e ao medo da mudança; é como se a preferência fosse pelos problemas antigos, já conhecidos, em vez de soluções nunca experimentadas.

Emílio relata que a Invest emprega professores com décadas de casa. Assim sendo, como será que foi a mudança do sistema de gestão anterior para a Plataforma Ensinc, tendo profissionais tão habituados ao modelo antigo?

“Eu nunca fiz um processo de entrada brusca”, relata ele. “Eu sempre preparei todos eles.”

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Mas o que envolve essa preparação? Todos estavam cientes dos problemas do sistema anterior e já haviam experimentado a Plataforma Ensinc, de forma que a mudança parecia inevitável: “Eles não tiveram nenhum tipo de resistência. Fizemos o dever de casa certinho.”

Perguntado sobre o problema do sistema anterior, Emílio explica que, antes da Ensinc, a plataforma adotada pela Invest não era específica para Ensino Superior, mas sim para Educação Básica. Ou seja, as funções não foram criadas sob medida para atender universidades e faculdades, como ocorre com a Plataforma Ensinc.  Além disso, não havia um suporte como o que eles receberam.

Por que a Ensinc?

A mudança era inevitável: o sistema anterior da Invest era focado em educação básica, enquanto a Ensinc é focada no Ensino Superior. “Muitos sistemas estão consolidados no mercado. Mas às vezes é muito mais nome do que usabilidade”, atesta Emílio. “Quem se preocupa com os dados se preocupa com a usabilidade.”

Portanto, o gestor destaca a importância de um sistema que atenda às suas necessidades hoje, mas esteja em constante evolução a ponto de atender suas necessidades também amanhã

“Se você não se atualiza, você fecha”, diz ele. “O MEC entende que você ficou obsoleto, não atendeu às expectativas da própria legislação, e o mercado te tira.” 

Como assim, ‘o mercado te tira’? Emílio explica: “Nós não somos donos da faculdade. Nós temos uma autorização, que pode ser tirada.” E é assim com toda instituição de ensino. Ele relata que já houve casos de instituições com mais de 20 mil alunos que perderam a licença. A estrutura é avaliada o tempo inteiro.

E o que ele entende como um sistema atualizado nos dias de hoje?

O ouro que temos nas mãos para o sucesso das instituições são os dados, produzidos o tempo inteiro e regulados pela LGPD.

Portanto, os dados podem ser úteis em todas as etapas da gestão. Emílio dá exemplos: “Como posso identificar que aquela sala terá alunos evadidos? Quem deve dizer isso é o sistema.”

De Faculdade a Centro Universitário.

Invest

Emílio salienta a necessidade de trabalhar antenado com as necessidades dos alunos e com as exigências do MEC. Por isso, nos últimos meses, a Invest iniciou os trâmites para passar de uma faculdade para um centro universitário. O que isso significa?

Uma faculdade precisa de um compromisso com o ensino. O centro universitário, segundo Emílio, vai além: precisa de um compromisso com pesquisas, com a extensão, com a estrutura. Além disso, é necessário dar atenção ao que os alunos estão devolvendo à sociedade, ao conhecimento que estão transferindo para o mercado de trabalho. Todas essas necessidades permeiam a tomada de decisões e precisam de dados.

“Não tem como fazer de cabeça, tem que ser um sistema robusto”, diz ele sobre a gestão de dados. E o ‘sistema robusto’ que a Invest adotou tem trazido resultados práticos. Como resultado, um de seus cursos, de Gestão Pública, recebeu a nota máxima do MEC, de forma que a instituição mantém-se com notas 4 e 5.

Crescimento paralelo, Ensinc e Invest.

De acordo com Emílio, é a tecnologia que torna isso possível. “Eu vivo tecnologia”, afirma ele. Isso faz com que ele tenha exigências. O gestor relata como o crescimento da Invest ocorreu em paralelo à evolução da Ensinc, tendo ele mesmo feito críticas construtivas que ajudaram a plataforma a ser cada vez melhor para atender seus clientes.

Ele deixa uma mensagem final: “O que não pode ficar obsoleta é sua marca, senão as pessoas esquecem que você existe.” Sobre a Invest, ele afirma: são tradicionais, mas não ultrapassados; por isso mantém-se em constante atualização. A Invest e a Ensinc, juntas, fazem o possível para entregar o que há de melhor em tecnologia e educação, de forma que não sejam nunca esquecidos.

Conheça a Plataforma Ensinc e seus recursos preparados para a gestão de ensino superior.

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